O Move Brasil ampliou o prazo de financiamento de carros novos para taxistas e motoristas de aplicativo de 72 para até 84 meses. O teto do veículo também subiu de R$ 150 mil para R$ 200 mil, e o programa passou a aceitar mais combinações de híbridos. Os interessados têm até 15 de setembro de 2026 para procurar uma instituição financeira autorizada.
A ampliação aumenta as opções, mas cria uma tarefa adicional para quem pretende usar o carro como ferramenta de trabalho: descobrir o que cada versão oferece em segurança ativa. A lista oficial consultada em 4 de setembro reunia 214 inscrições de versões, identificadas por código, fabricante, marca, modelo, versão e tipo de propulsão. Ela informa quais veículos podem ser financiados, mas não compara recursos como frenagem autônoma de emergência (), controle de cruzeiro adaptativo () ou centralização em faixa.
A seção chamada “Itens — Segurança” também não resolve essa dúvida. Ela reúne equipamentos financiáveis de proteção patrimonial e monitoramento, como alarme, trava, câmera veicular, rastreamento por e telemetria — não uma ficha de segurança ativa de cada automóvel.
Por isso, elegibilidade ao crédito e conteúdo de segurança são perguntas diferentes. O Radar cruzou a lista do governo com fichas técnicas, manuais e os dossiês já apurados pelo próprio portal. O levantamento encontrou ao menos oito versões elegíveis com Nível 2.0 documentalmente confirmado.
Nesta classificação, Nível 2.0 significa que o veículo consegue controlar simultaneamente a velocidade e a distância para o carro da frente e atuar continuamente na direção para permanecer centralizado na faixa. O motorista continua responsável por dirigir, deve supervisionar o sistema o tempo todo e precisa estar pronto para intervir. Não se trata de condução autônoma.
Os três pacotes mais completos do recorte
O Leapmotor B10 é um dos destaques tecnológicos. O elétrico reúne com atuação de 0 a 130 km/h, centralização contínua, frenagem autônoma para veículos, pedestres e ciclistas, monitoramento de ponto cego e alerta de abertura de portas. O dossiê confirma 15 recursos no total.

O Hyundai Creta N Line também combina , centralização em faixa e frenagem autônoma com uma cobertura lateral mais ampla. O pacote inclui assistência ativa de ponto cego, alerta de saída segura e tráfego cruzado traseiro com frenagem. São 12 recursos confirmados no dossiê brasileiro.

Entre os híbridos, o BYD Song Pro GS DM-i a gasolina soma , centralização contínua, , detecção de ponto cego, alerta de abertura de portas e tráfego cruzado traseiro com frenagem. O Radar confirma 12 recursos. É importante identificar a motorização: a lista também contém outras configurações do Song Pro com conteúdo diferente.

Outras cinco versões Nível 2.0 confirmadas
O Geely EX5 EM-i Pro entrega o núcleo do Nível 2.0 com de 0 a 150 km/h, controle de faixa pelo e para veículos, pedestres e ciclistas. Por ser a versão de entrada, não recebe detecção de ponto cego nem alerta de abertura de portas, equipamentos reservados às configurações superiores.

O BYD Song Pro Flex GL também combina , e . Ele não traz a camada lateral e traseira da versão GS Flex — como ponto cego e aviso de abertura de portas —, mas é significativamente mais avançado que o Song Pro GL a gasolina, apesar da sigla de versão semelhante.

O BYD King GS tem , , e detecção de ponto cego declarados na ficha técnica. Há, porém, uma ressalva documental: o manual do proprietário disponível é anterior à configuração atual e ainda não detalha os limites operacionais desse pacote. A presença está confirmada, mas a descrição de funcionamento é menos completa que nos modelos acima.

O Toyota Corolla Cross XRE 2.0 reúne , centralização pelo e frenagem automática pelo sistema pré-colisão. Seu pacote cumpre o critério funcional do Nível 2.0, embora tenha menos recursos laterais e de manobra confirmados que os três destaques do levantamento.

O Jeep Commander Longitude T270 completa a relação com o Active Driving Assist, que combina e centralização contínua, além da frenagem autônoma para veículos, pedestres e ciclistas. Neste caso, há uma ressalva comercial: estar na lista de bens financiáveis não elimina o teto de R$ 200 mil na nota fiscal. Como o preço público pode superar esse valor, a contratação dependerá de a operação efetiva atender ao limite do programa.

Os oito nomes resultam do cruzamento com o acervo já auditado pelo Radar . Outros veículos da lista oficial ainda podem oferecer Nível 2.0, mas só devem ser acrescentados depois da conferência da versão brasileira exata em ficha técnica e manual.
O que conferir antes de assinar
, e assistência de faixa cumprem funções distintas. O pode aplicar os freios diante de uma colisão iminente; o ajusta a velocidade para preservar a distância do veículo à frente; e os sistemas de faixa variam de um simples alerta a correções pontuais ou centralização contínua. Só a combinação de controle longitudinal e centralização contínua sustenta a classificação Nível 2.0 usada neste levantamento.
Antes de fechar negócio, o comprador deve confrontar o código e a versão da proposta da concessionária com a lista oficial de bens financiáveis e consultar a ficha técnica aplicável àquele ano-modelo. Também é importante lembrar que a aprovação de elegibilidade no gov.br não garante o empréstimo: a contratação ainda depende da análise de crédito do banco.
O prazo maior pode reduzir o valor das parcelas, mas não substitui a comparação do custo total do financiamento — nem a conferência do equipamento que estará efetivamente instalado no carro entregue.




