Segundo a Quatro Rodas, potenciais compradores enviaram reclamações a executivos da Omoda & Jaecoo e relataram reconsideração ou desistência da compra por causa do painel simplificado, comparado por alguns ao de uma motocicleta.
Apresentado no Festival Interlagos, o terá versões Comfort e Prestige e sistema híbrido pleno de até 224 cv, sem recarga externa. Em comunicado de 27 de agosto, a fabricante confirmou para a configuração de topo recursos como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de colisão frontal, assistente de permanência em faixa, alerta de ponto cego e tráfego cruzado traseiro.

A marca fala em 17 funções , mas ainda não detalhou publicamente todas elas nem como serão distribuídas entre as duas versões.
A contagem, por si só, diz pouco sobre a experiência ao volante. A qualidade do sistema dependerá da calibração: suavidade das correções, comportamento do , clareza dos avisos e frequência de falsos alertas são aspectos que só poderão ser avaliados em uso real.
O que incomodou no painel
A reportagem descreve um quadro com apresentação limitada e sem as possibilidades de personalização esperadas pelos interessados. A comparação com um “painel de moto” partiu das manifestações reproduzidas pela revista. Consultada pela Quatro Rodas, a marca informou que não comentaria detalhes do produto. Os relatos não permitem quantificar cancelamentos efetivos ou medir o impacto nas vendas.

A crítica chama atenção porque contrasta com o restante da cabine. Na versão Prestige, o Jaecoo 5 terá central multimídia de 13,2 polegadas, plataforma Qualcomm Snapdragon 8155, sistema de som Sony, teto panorâmico e ventilação dos bancos dianteiros.
Esse conjunto cria uma expectativa de sofisticação que não parece se repetir no quadro diante do motorista. A reportagem da Quatro Rodas descreve uma apresentação limitada e com poucas possibilidades de personalização. Procurada pela revista, a Omoda & Jaecoo preferiu não comentar detalhes do produto.
Os relatos indicam incômodo entre consumidores interessados, mas ainda não permitem medir quantas vendas foram efetivamente perdidas.
Seria melhor não ter painel?
O problema talvez não seja simplesmente o tamanho ou a simplicidade da tela, mas a coerência do projeto.
Tesla Model 3 e Volvo EX30 mostram que é possível eliminar completamente o quadro de instrumentos e ainda criar uma cabine percebida como moderna, desde que a interface central tenha sido desenvolvida para concentrar essas informações.




