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Horizontes.

há 2 h

Honda Prelude usa software para simular oito marchas que não existem

S+ Shift coordena rotação do motor, resposta do conjunto híbrido, som e painel para devolver sensação de troca a um carro sem transmissão escalonada.

Honda Prelude 2026 vermelho em movimento numa rodovia, fotografado de trás em três quartos.
Foto: Honda / · uso editorial

Atualizado emPublicado em

O Honda Prelude chegou ao Brasil com uma transmissão de oito marchas que existe apenas no software. O cupê híbrido usa o sistema S+ Shift para criar degraus virtuais de aceleração e redução, embora o conjunto e: não tenha uma caixa mecânica escalonada. O recurso é acionado por um botão no console e permite ao motorista comandar as trocas pelas borboletas atrás do volante.

Como o software fabrica uma troca de marcha

A simulação não se limita a desenhar números no painel. Nas trocas ascendentes, o motor-gerador entra em regeneração para ajudar a reduzir rapidamente a rotação do motor a combustão, enquanto a potência do motor de tração é cortada por um instante; a combinação produz a sensação física de um engate. O Sports Adaptive Control também usa comandos do motorista, forças longitudinais e laterais e inclinação da via para escolher marchas virtuais, antecipar reduções e segurar a relação em curvas.

Traseira do protótipo Honda Prelude exibido no estande da montadora.
Foto: RuinDig/Yuki Uchida · CC BY 4.0

A Honda escolheu oito relações virtuais para combinar com o sistema híbrido de 2,0 litros. A oitava se aproxima da relação usada quando o motor a combustão é conectado diretamente às rodas. O Active Sound Control acrescenta pelos alto-falantes um som sincronizado com a rotação, enquanto o quadro de instrumentos troca o medidor de potência por um conta-giros, mostra a marcha selecionada e orienta trocas. Nas reduções, o áudio reproduz o efeito do punta-taco; com o S+ Shift desligado, as borboletas voltam a controlar os níveis de regeneração.

O Civic híbrido antecipou a ideia

O Prelude não parte do zero. O Civic e: da mesma geração — incluindo o Civic Advanced Hybrid já avaliado pelo Radar — usa o Linear Shift Control para variar a rotação do motor em degraus e produzir um ritmo sonoro semelhante ao de uma transmissão convencional. A ficha brasileira também confirma o Active Sound Control, que reforça o som do motor pelos alto-falantes no modo Sport. No Civic, a troca é principalmente uma impressão sincronizada com a aceleração; no Prelude, ela vira uma marcha virtual que o motorista pode escolher.

Cockpit do novo Honda Prelude com volante multifuncional, borboletas de troca e painel digital.
Foto: Sayaiphotography · CC BY 4.0

O S+ Shift é a evolução mais ambiciosa desse princípio. Além de sincronizar velocidade, rotação, painel e som, ele acrescenta oito relações comandáveis, reduções virtuais, corte momentâneo da força de tração e uma lógica que segura marchas conforme frenagem, curva e inclinação. No Civic brasileiro, as borboletas servem ao controle de regeneração; no Prelude, assumem a função de troca quando o S+ Shift está ligado.

O que muda em cada modo de condução

O sistema pode ser usado nos modos Comfort, GT, Sport e Individual. Esses programas também alteram parâmetros de powertrain, assistência da direção, amortecedores, som, painel e até a calibração do , mas isso não significa que todos esses componentes sejam acionados para fabricar cada troca virtual. A documentação da Honda sustenta a coordenação entre motores, rotação, som e mostrador; não descreve solavancos programados pela suspensão nem intervenção dos assistentes de segurança para compor a simulação.

O que o Prelude oferece no Brasil

O Prelude brasileiro tem 203 cv e 32,1 kgfm, combina dois motores elétricos com um 2.0 a gasolina e é vendido em versão única por R$ 380 mil. A suspensão e os freios têm componentes derivados do Civic Type R. O pacote Honda SENSING inclui CMBS, RDM, LKAS, e de baixa velocidade, além de alerta de ponto cego e monitor de tráfego cruzado traseiro.

A técnica funciona; a sensação divide opiniões

Mais do que imitar um câmbio, o S+ Shift mostra uma função nova do software automotivo: reconstruir deliberadamente sensações que a eletrificação tornou dispensáveis. Avaliações independentes indicam que o resultado não é consensual. A Ars Technica considerou que o recurso acrescenta envolvimento em estradas sinuosas; o Consumer Reports o tratou como um artifício pouco convincente e criticou a impossibilidade de manter sempre a marcha virtual escolhida. O funcionamento é verificável; o valor da encenação depende de quem está ao volante.

6 fontes · 6 origens independentes

lançamento e oferta no BrasilHonda Brasil — Sala de Imprensa27 ago. 2026
especificação do veículoHonda Global Newsroom4 set. 2025
documentação técnicaHonda Global — S+ Shift2024–2025
avaliação independenteArs Technica10 jun. 2026
avaliação independenteConsumer Reports2026
antecedente técnico no CivicHonda Europe — Civic e:HEV23 mar. 2022

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Notícias da redação Self Drive Brasil

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