Um novo relatório da austríaca Aviloo coloca números em uma das maiores dúvidas sobre elétricos usados: quanto da bateria realmente resta depois de muitos quilômetros. A empresa analisou mais de 500 mil testes FLASH feitos entre 2022 e 2026 em 20 modelos, com dados globais, e comparou o State of Health, ou SoH, aos 50 mil, 100 mil e 150 mil km.
Aos 150 mil km, o Tesla Model Y conserva cerca de 90% da capacidade original e o Model 3 fica próximo de 89%. É um resultado saudável, mas abaixo de alguns concorrentes. O Hyundai Ioniq 5 se aproxima de 94%. No conjunto dos 20 modelos, a mediana vai de 86,7% no Nissan Leaf ZE1 a 93,8% no melhor resultado.
No Model Y, o SoH mediano cai de 94,5% aos 50 mil km para 91,8% aos 100 mil e 90,1% aos 150 mil. A perda desacelera, reforçando que a degradação não deve ser projetada de forma linear.
A quilometragem não conta toda a história
Aos 150 mil km, a Aviloo encontrou diferenças de até 16,4 pontos percentuais de SoH entre exemplares de alguns modelos.
Mais relevante para o usado é justamente essa dispersão. Segundo a Aviloo, exemplares do mesmo modelo e com quilometragem semelhante podem apresentar diferenças grandes. No Model Y, a distância entre os extremos equivale a até 46 km de autonomia real.
O relatório, porém, não acompanha os mesmos 500 mil carros ao longo da vida. Ele reúne diagnósticos de veículos diferentes e usa um modelo estatístico próprio, alimentado por dados como idade, ciclos, tensão das células e contadores de energia. Versões com baterias diferentes também podem ser agrupadas sob um mesmo modelo, o que recomenda cautela ao transformar o levantamento em um ranking absoluto de fabricantes.
Garantia Tesla
Model 3 e Model Y têm oito anos de cobertura e retenção mínima de 70% da capacidade, com limite de 160 mil ou 192 mil km conforme a versão.
Fontes:
• Aviloo Certified Battery Report, 03/09/2026
• Aviloo, white paper sobre State of Health
• Tesla, garantia oficial de bateria e unidade de acionamento






