A Renault apresentou a Niagara com um número de impacto: 26 sistemas avançados de assistência à condução. No Brasil, a marca já confirma , com Stop & Go, alerta de tráfego cruzado traseiro, câmera 360° e estacionamento assistido. O pacote é amplo, mas ainda não basta para determinar quanto a picape realmente consegue assumir da condução.

O material técnico global acrescenta , , reconhecimento de placas, alerta de ponto cego e Advanced Driver Monitoring. Até agora, porém, a documentação consultada pelo Self Drive Brasil não confirma centralização contínua na faixa ou outro controle lateral sustentado.
Por que 26 não bastam para definir o nível de automação
, ponto cego e tráfego cruzado atuam principalmente na segurança. Câmeras e sensores ajudam em manobras. O supervisiona o motorista. Já o controla aceleração e frenagem. São funções importantes, mas cumprem papéis diferentes e não podem ser simplesmente somadas para definir o nível de automação.

Pela classificação , o Nível 2 exige controle sustentado e simultâneo dos movimentos longitudinal e lateral, sempre sob supervisão do motorista. O cobre a parte longitudinal. Para completar o conjunto, seria necessário um sistema que também mantenha continuamente a trajetória na faixa. Um meramente corretivo, que intervém apenas quando o carro se aproxima das marcações, não é equivalente a lane centering.
Portanto, não há hoje base documental suficiente para classificar a Niagara como Nível 2. Isso não significa que o recurso esteja ausente, apenas que a Renault ainda não o confirmou nos materiais disponíveis.
O próximo passo é saber o que cada versão realmente terá
A Niagara chega ao Brasil em novembro e terá inicialmente quatro versões. Ainda falta detalhar como os 26 sistemas serão distribuídos entre elas, em qual configuração começa o Stop & Go, se ele retoma sozinho após uma parada e como funciona o Advanced Driver Monitoring.

A Niagara ilustra bem por que uma ficha extensa de não revela, sozinha, a capacidade de condução assistida de um veículo. Nesse caso, algumas poucas funções e, principalmente, a forma como trabalham em conjunto importam mais que o número 26.




